07/05/2009

Ubiquidade na Educação

O TEMPO DIRÁ

Quanto mais estudamos essa coisa de mobilidade e ubiqüidade mais nos parece coisa de filme de ficção científica. Coisa de Matrix e 1984. Até os termos nos parecem coisa de ficção científica e, interessante, segundo Julieta Leite foram usados inicialmente em livros do gênero. Matrix nos leva a um mundo virtual onde os humanos vivem em um ambiente totalmente virtual. E 1984 nos mostra um mundo onde somos monitorados 24h por dia, onde o estado (o Big Brother) controla a todos e onde a privacidade não existe. Ficção científica? Futurismo? Será? Quem trabalhou com o DOS e hoje trabalha com o Windows XP e realidade virtual sabe o quanto evoluímos.
Mas vamos imaginar um ambiente virtual educacional. Imaginemos que todos os alunos possuam aparelhos móveis que lhe possibilitem acessar um ambiente virtual de qualquer lugar que estejam. Ou seja, a escola deixa de ter muros e sai para as praças, lotações, residências, etc. Não há mais limites. Ela passa a ser onipresente. O professor (virtual ou não) estará presente todo o tempo na vida do estudante. O aluno em contra partida poderá ser também monitorado, pois a escola saberá a todo o momento se ele está ou não acessando os sistemas e de onde ele o está fazendo.
Neste cenário, exagerado ou não, podemos até questionar a necessidade da sala de aula e do professor real, de carne e osso, já que o aluno pode ter salas e professores virtuais com muito mais conhecimento e capacidade de ensino. Com infinitas possibilidades e recursos, já que todas as bibliotecas, museus, canais como Discovery e Animal Planet estarão a apenas um toque do dedo.
Tudo isto é passível de ser imaginado por nós, rede de computadores, aparelhos móveis, etc. Porém uma coisa não conseguimos imaginar. Que aluno surgirá desta realidade? Que ser humano estará sendo formado? Que tipo de relações se estabelecerão entre as pessoas? Tudo isto significa liberdade ou aprisionamento? Afinal, se hoje já somos controlados pela TV imagine as possibilidades de controle que as novas mídias trazem.
Cabe a nós, educadores, cientes das possibilidades e perigos das novas TICs guiar nossos alunos para que as aproveitem ao máximo no sentido de se tornarem seres humanos completos, cidadãos críticos e éticos.
O tempo dirá.
Márcia Frota
Robson Vasconcelos
Vera Carvalho